Lista Vermelha

As Listas Vermelhas são elementos cruciais para avaliar o estado de conservação da biodiversidade do território considerado e constituem ferramentas indispensáveis para a gestão da conservação da natureza por se basearem em conhecimento técnico-científico. Ao contribuírem para a identificação de prioridades de conservação, as Listas Vermelhas assumem um papel relevante como ferramenta no apoio à tomada de decisão e na definição de estratégias e ações de conservação.

A implementação do projeto LVI é fundamental para o cumprimento de obrigações legais nacionais e internacionais em matéria de conservação da natureza, permitindo ainda colmatar lacunas de conhecimento sobre os organismos invertebrados de Portugal identificadas no Plano Sectorial para a Rede Natura 2000, estando em linha com as determinações da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ENCNB) e do Quadro de Ações Prioritárias para a Rede Natura 2000 (PAF).

Objetivos

O principal objetivo é a avaliação do estatuto de conservação de 707 espécies selecionadas de vários grupos de invertebrados, incluindo as 15 espécies protegidas por lei ao abrigo da Diretiva Habitats. Muitas das espécies que serão avaliadas são endemismos nacionais ou são espécies raras, mas presentemente não beneficiam de nenhum mecanismo de proteção legal. A avaliação do estatuto de conservação seguirá os critérios definidos pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) que são reconhecidos pela comunidade internacional. Os resultados do processo de avaliação das espécies selecionadas integrarão uma publicação – o Livro Vermelho – onde, com base em fundamentação científica, se identificará um conjunto de espécies ameaçadas que deverão ser prioridades de conservação, e que virão a incluir o Cadastro Nacional de Valores Naturais Classificados.

O projeto tem ainda como objetivos gerais a divulgação da biodiversidade de invertebrados, com destaque para os endemismos, que muito contribui para o reconhecimento do rico Património Natural de Portugal, e também a necessidade de valorização dos organismos invertebradosem matéria de conservação da natureza e pelo público em geral, dado o seu papel crucial em todos os ecossistemas.

Principais ações

Compilação da informação existente sobre as espécies-alvo do projetoPara a maioria dos grupos de invertebrados, esta informação encontra-se dispersa em inúmeras publicações, bases de dados institucionais e privadas, coleções biológicas ou websites e redes sociais. Paralelamente, será feito um esforço para complementar a informação existente com arealização de trabalho de campo especializado. Os trabalhos de campo serão realizados sobretudo em Sítios de Importância Comunitária (SIC), e estarão direcionados para espécies alvo, nomeadamente as endémicas, ameaçadas, com requisitos ecológicos particulares, distribuição localizada e as listadas nos anexos da Diretiva Habitats.

Criação de uma base de dados faunística georreferenciada (plataforma websig) que reunirá toda a informação sobre as espécies selecionadas. Esta plataforma websigserá um passo crucial para o melhor conhecimento e divulgação da fauna portuguesa de invertebrados. Pretende-se que esteja acessível online e disponibilize, de forma universal e expedita, informação técnico-científica sobre as espécies-alvo, mas que simultaneamente constitua uma referência na divulgação do Património Natural nacional ao cidadão comum.

Avaliação do estatuto de conservação das espécies-alvo com base nos critérios da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) utilizando toda a informação entretanto recolhida sobre as espécies-alvo.

Publicação Livro Vermelho dos Invertebrados Terrestres e de Água Doce de Portugal Continental.